segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Tarde de domingo

A bela manhã de domingo estava se esvaindo e dando lugar aos contornos da tarde, as pessoas chegavam aos poucos para o almoço dominical nos prédios ao redor da maltratada praça.
Mas naquele começo de tarde ela parecia o ambiente ideal, utópico para dois amantes. Os beijos fervorosos se transformaram em uníssimos toques, o vento acariciava as arvores e gota a gota a chuva começou a se precipitar, lavando os dois corpos que jaziam entrelaçados pelo desejo, desejo de possuirem a alma um do outro.
O cheiro da chuva se misturou com o cheiro doce do amor e todos que se dispusessem a olhar veriam o amor acontecendo ali, ao alcance de todos. Uma metafora da natureza, uma verdade acima das outras.
A chuva acompanhava cada movimento aumentando ao passo que o amor explodia.
Carros, transeuntes, vento, chuva, beijos, libido, luxuria, amor.
Felicidade!

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