terça-feira, 13 de janeiro de 2009

História da calcinha

Quando estava a esfregar a calcinha de minha amada que ficou em minha casa por um desengano do destino, enxaguando-a com dedicação. Aliás ela está muito cheirosinha.
A água caia de leve em minha mão acariciando minha cútis, fui me lembrando de como minha eterna mulher gostava muito de sua textura, seu cheiro. Fiquei corado por alguns instantes.
Meu coração saltou a rebater em um ritmo quase desconhecido e pude por alguns instantes vislumbrar ela tão bela ali parada, longe de mim, de meus carinhos. Minha imaginação?
Talvez.
Mas sei que senti um calor aconchegante em meu peito, um amor descomunal, tão gostoso, tão bom que por esse momento fiquei completamente embriagado.
Quando voltei a mim estava com a calcinha na mão direita e minha mão esquerda estava em meus olhos que agora o liquido que a tocava não era mais a água turva da torneira e sim o liquido salgado que brotejava de meus olhos.

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