O céu negro era de tempos em tempos iluminado por clarões que se distribuiam aparentemente de forma aleatória. Riscos amarelados o cortavam em um imenso esforço de dividir, separar. Via-se os contornos dos pédrios que melindravam perdo de tantas luzes intermitentes.
A cena chamava atenção, por sua estranha beleza, os olhos do espectador em frente sua tv mal podiam se mexer. Segundos preciosos foram despendidos naquele amalgama de imagens.
Somente a voz do jornalista dizendo: "Tropas israelenses atacam a faixa de Gaza", pôde tirar sua atenção. Ele se sentiu confuso, como uma brutalidade disposta a tirar tantas vidas humanas pode ser tão bela e única?
Certamente existe algo de belo na brutalidade.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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